HISTORICAMENTE CONSICENTE

Mantemos um compromisso inegociável com as práticas históricas da igreja

Vivemos numa época fascinada com o progresso. Sem maiores explicações, nossa cultura, inclusive a igreja, exalta a mudança e a novidade como fins em si. O preconceito da nossa cultura contra o passado é evidente. É preciso escrever a nossa própria história independentemente de como nossos antepassados buscaram viver em obediência às Escrituras Sagradas e ao mover do Espírito Santo.

Contudo, esta mudança contínua da igreja tem um alto preço. Ao esquecermos e rejeitarmos nossas origens, vivemos à mercê de cada nova moda que varre a nossa cultura. O resultado é paradoxal; na medida em que a igreja tenta ser mais relevante, ela se torna cada vez mais irrelevante pois é facilmente consumida pelos gostos e interesses da nossa sociedade.

Cremos que, para ser relevante em nossos tempos, a igreja precisa ser fiel às suas origens. Por isso mantemos um compromisso inegociável com as práticas históricas da igreja, isto é, com a proclamação da Palavra de Deus, a celebração dos sacramentos (batismo e Santa Ceia), o exercício da disciplina, a ordenação de homens idôneos ao ministério, a catequese tradicional (com ênfase especial no Credo Apostólico, na oração do “Pai Nosso”, e nos Dez Mandamentos) e a lembrança perpétua da Cruz de Cristo (o padrão de vida de todo discípulo de Jesus).

Em meio às diversas vozes contemporâneas que competem pela atenção da Igreja, precisamos lembrar também daqueles que dedicaram suas vidas pelo Reino de Deus ao longo dos séculos, incluindo Policarpo, Ireneu de Lião, Atanásio, Agostinho, Patrício, Anselmo de Cantuária, Tomás de Aquino, Martinho Lutero, João Calvino, Teresa de Ávila, João da Cruz, Jonathan Edwards, John Wesley, Charles Spurgeon, C.S. Lewis, Martyn Lloyd-Jones, entre tantos outros. As vidas e as obras desta “grande nuvem de testemunhas” nos ajudam, ainda hoje, a compreender os desafios modernos ao testemunho da Igreja de Jesus Cristo e a responder de forma prática e profética às carências e necessidades dos nossos tempos.

Cremos que, para ser relevante em nossos tempos, a igreja precisa ser fiel às suas origens. Por isso mantemos um compromisso inegociável com as práticas históricas da igreja.

Cremos que, ao cultivarmos esta consciência histórica, a Igreja viverá mais segura do seu chamado e da sua identidade em meio a uma sociedade que, cada vez mais, ignora as suas origens e vive insatisfeita, não só com o passado, mas, também, com o presente e até com o futuro.